Apenas um texto perdido. (III)

Sempre que escondo, mostro mais do que devia.

Calar as palavras.
Súplicas de um súbito surto que me encoraja a alcançar novos horizontes, além da fronteira do espaço colorido pela a aurora boreal.
Quem nunca me viu dizer que iria largar essa mania? Mas dessa vez eu falo sério e não estou sob efeitos hormonais.
Leiam as entrelinhas, são nelas que mostro toda minha fúria de dizer coisas consistentes.
Minhas mentiras se escondem nas verdades, e minhas verdades se mostram no meio de mentiras.

“For I have got another girl”

Iniciando os posts sempre com uma música dos Beatles, incrível como elas fazem sentido mais que nunca nesse momento.

Voltava do ônibus quando me lembrei de uma cena desse fim de semana: Um cara para atrás de mim, começa a dançar super feliz achando que estava abalando Madri.
Claro que ele tem direito de dançar aonde bem entender, mas havia segundas intenções no que achava que só por ter um pinto entre as pernas (ou não), poderia ter algo com moi.

Por que é tão difícil as pessoas entenderem que às vezes queremos apenas dançar e que pegar nem sempre é sinônimo de diversão? Sem contar que só porque se sentiu atraído por alguém, não quer dizer que esse sentirá o mesmo por você.
O mais irritante é quando insistem e você fala para saírem de perto e não se tocam ou fingem não ter entendido. “Hey seu FILHO DA PUTA! Eu não to afim de ser encochada por você!”

A bebida poderia ser desculpa? Acho que muitos são caras de pau mesmo.

“A taste of honey”

A taste of honey


A taste of honey,
originally uploaded by mellsjelly.

Às vezes são necessários apenas alguns segundos para esquecermos de pessoas que estavam nos fazendo bem, imagine então o que horas podem fazer.

Mais uma noite que chega, e dessa vez sentia um receio. Ahh, aquele medo de não encontrar alguém que atenda as minhas expectativas de pelo menos uma noite…

Eu encontrei e percebi que aquele que parecia me fazer bem, na verdade não fazia nada, não se movia, não agia, não é para mim. Ele pode ser um amor, mas não quero ser o homem do relacionamento (alias… que relacionamento?).

Preciso ser cuidada, admirada, amada, receber atenção, e isso nem que seja só por uma noite.

Se mentias, perdestes tempo.

Se não mentias, tarde demais.

“A Day in the Life”

A essa hora já deveria estar na cama, dormindo, apagada, sem sonhos, sem nada.
Pensamentos roubam minhas madrugadas, estou confusa, perdida, até pareço longe de casa.
Estou aprendendo a dar um passo de cada vez, mesmo que sempre eu tivesse deixado as coisas acontecerem naturalmente, a diferença é que dessa vez eu não liguei meu foda-se na primeira vez que me senti insegura.
Sinto o perfume dele pelas ruas, sinto a falta dele, das expressões, do sorriso sem jeito e sinto medo.
É difícil acreditar que alguém possa ser tão bom e tão puro. Inocência da minha parte? Talvez. Por mais esperta que eu seja, sou também muito ingênua.
Meu problema é falar demais sem pensar, o problema dos outros é não aceitar.
Ah vida, sempre me traindo.
Por isso, tenho medo.

Uma ideia. Fazer das palavras imagens, fazer de imagens palavras.
Uma ideia. Transformar realidades em matérias surrealistas com o objetivo de atingir quem quer que seja.
Uma ideia. Formar-me em Publicidade em alguns dias.

Uma ideia provém de várias.
Cada dia é um aprendizado, um aperfeiçoamento.
O talento depende da persistência, inquietação, curiosidade e sabedoria.
Meus olhos observam, minha mente guarda, minha imaginação recria.
Eu, com vários pensamentos, todos os dias.

Vida.

Um abraço. O que seria de mim sem aquele abraço que pedi para me confortar essa noite que demorou a passar, mas passou de maneira desastrosa?
Sinto vergonha dele ter cuidado de mim, deveria ter ido atrás de um médico assim que essas dores começaram. Sinto morrer, sinto algo me corroer aos poucos. Maldito Prex que só me deu doenças.
Nesse momento choro com vontade de vomitar. Tentei forçar o vômito várias vezes durante o dia, mas nem para isso sirvo. To na bad e ao mesmo tempo estou feliz. Feliz por ter essas pessoas maravilhosas ao meu lado.
“Me abraça? Me perdoa?”, mantra que repeti essa noite diversas vezes.
Não consigo me alimentar, a única coisa mastigável foram dois Bis.
Gatorade, chá de boldo, iogurte, limão puro e agora chá de camomila. Nenhum desses consegui tomar todo e o chá de camomila eu olho, com nojo, sem vontade de tomá-lo e sem forças para dar pelo menos um gole.
Choro. Choro pela minha fraqueza e pelo medo que sinto. Pelo menos já parei de tremer.
Um gole. Senti bater no meu estômago. Mãe marca um clinico nesse momento. Tenho que lembrar de tomar meu remédio, pois senão além de ter que aguentar o enjôo, terei que suportar a menstruação também.
Já foi metade da xícara. parece que estou conseguindo.
Estou mais calma, quem ler esse post, pensará que são ideias vazias. Faz mais de meia hora que eu o escrevo.
Ahh vida, por que me trai tantas vezes?
O chá já está frio, agora vou tentar terminá-lo desse jeito mesmo.

Tempo, o Senhor da razão, mas e para aqueles que não a possuem?

Muito tempo sem postar.

Confusa, ainda meio “alegre deprê” porque “eu não controlo meu super-ego”.
Se não acompanham o meu ritmo, não vou parar para esperar.
Minha sanidade se perdeu há muito tempo, não gosto de pensar no amanhã quando prefiro viver intensamente o hoje. O problema é quando lembro do ontem, o que me afeta de maneira esquisita.
Estou nem, sei lá, assim, talvez, não sei explicar.
Não é um vazio, mas parece ser também.
Não é amor, para um ainda não se tornou por eu não deixar.
Não é vontade, pois esse eu só penso por ter ferido meu orgulho.
A vida seria mais fácil se as pessoas tivessem coragem de dizer e fazer o que pensam. Para que o medo? Amanhã tudo pode acabar. E o meu medo, garanto que é bem maior do que simplesmente falar.

Tempo passa e eu continuo com a mesma fixação.

Tempo.

Há muito tempo parei de escrever por aqui.
As coisas mudaram, eu me sinto a mesma, mas de forma diferente.
Acho que terei que fazer terapia daqui a algum tempo, pois aquele trampo não permite que eu tenha contato com outras pessoas durante 10 horas.
Estou perdendo minhas palavras, o tempo torna minha inspiração difícil de surgir naturalmente, tempo que tenho perdido a noção.
Vou acabar enlouquecendo.

Saudades de tempos que eu nem sabia o que era ser gente.

Crianças brincam no ônibus e elas sabem o quanto são felizes, mas quer saber? Adoro quando chega o fim de semana e eu posso ter um rumo que às vezes já imaginava, às vezes não.